Recentemente, o Departamento de Estudos e Pesquisas do Ministério do Turismo divulgou um estudo no qual sinaliza que somente a capital paulista receberá perto de 300 mil visitantes estrangeiros em 2014, vindos especialmente para a Copa, que se juntarão aos 2 milhões que passam anualmente pela cidade. Considerando que São Paulo é a principal porta de entrada de turistas internacionais do País, espera-se que em algumas cidades-sedes o número anual possa dobrar. Isto porque o bom sinal não vem apenas das previsões futuras. Na verdade é o panorama atual que dita o otimismo para os próximos anos.
Os desembarques domésticos cresceram 20,39% nos cinco primeiros meses do ano em comparação ao mesmo período de 2010. E os internacionais seguem na mesma toada. Até abril, o acumulado já era quase 20% superior. Ainda não há um balanço oficial completo do primeiro semestre, mas alguns analistas indicam que o crescimento do número de visitantes internacionais deva se aproximar de 30%.
É nesse quadro que crescem as oportunidades em áreas ligadas ao turismo. Bancos públicos e privados, por exemplo, já aproveitam o momento para atender empreendimentos de todos os portes, que buscam financiamentos para ampliação, reforma e construção de novas unidades.
De acordo com informações do Banco Central, somados os quatro primeiros meses do ano, os empréstimos concedidos pelos bancos públicos para empresas e estabelecimentos do setor de turismo superam os volumes liberados integralmente nos anos de 2003, 2004, 2005 e 2006. Foram desembolsados R$ 2,3 bilhões por entidades, como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, BNDES, entre outros. Desde 2003, ano de criação do Ministério do Turismo, o volume vem crescendo progressivamente, pulando de R$ 1 bilhão para os R$ 6,7 bilhões registrados em 2010.
No mundo dos negócios o mercado dita as regras e o momento. E as cartas colocadas na mesa são de oportunidades. Talvez por isso, o próprio Ministério do Turismo estime que até o final da década, o número de pessoas empregadas em atividades relacionadas ao turismo salte de 7 milhões para 10 milhões, e a atividade passe a representar 6% do PIB brasileiro, quase dobrando os 3,6% atuais. E não são perspectivas “para inglês ver”, ou norte-americanos, espanhóis, italianos, etc. São estudos para brasileiros empreendedores conhecerem e aproveitarem um negócio em plena ascensão.
Boa leitura!