Elemento essencial para hotéis de todos os portes, as áreas externas tornaram-se um espaço completo que une ambientes funcionais, áreas de serviços e entretenimento. Os projetos são desenvolvidos com o intuito de permitir ao hóspede desfrutar, ao máximo possível, de tudo que há nos ambientes: sombras, jardins, salas de ginástica e locais para alimentação. Assim, cria-se um cenário prazeroso, satisfatório e encantador.
Para Ricardo Julião, arquiteto urbanista, responsável pelo projeto do primeiro resort brasileiro, o Hotel Transamérica Comandatuba, em 1985, tanto as áreas internas quanto as externas devem ser planejadas de forma a atender todas as necessidades dos hóspedes.
Para ele independente, do porte e segmento do hotel, um elemento anexo aos espaços externos que não pode faltar, imprescindível em qualquer estrutura, é um bar que corresponda às necessidades de todos. ?Porém, por experiência própria, não pense em instalar um dentro da piscina. Pois, realizamos esse projeto em um resort e analisamos que os visitantes ficavam muito tempo na água. Surgiu a dúvida: será que estão utilizando o ambiente na forma correta? Então, sugiro que o bar fique sempre fora da água?, brinca.
Para incrementar o ambiente da piscina, o arquiteto comenta que a presença da movimentação da água transmite, de forma visual e sonora, as sensações de paz e tranquilidade. ?É interessante que a água se movimente, o que pode ser feito por fontes, cachoeiras, ou demais recursos, os quais contribuam para a serenidade e entretenimento dos clientes?. Acrescenta que para acompanhar a diversão dos hóspedes, áreas com sombra também se tornam importantes, porque quem deseja se banhar também quer se proteger do sol em outro momento. Para corresponder a esse requisito, as sombras podem ser projetadas por elementos naturais e externos, como: guarda-sóis, árvores, tendas e salas de serviço. Explica ainda que é importante arquiteto e empreendedor aterem-se ao tamanho da projeção da sombra, que pode interferir na recreação e descanso. ?É preciso prestar atenção na sombra projetada também pelo prédio, para não ser excessiva, ou ausente?.
Outra dica oferecida pelo profissional é trabalhar os elementos disponíveis criando a interatividade do lazer e encanto. ?Em um projeto, na área do deck da piscina, acrescentamos um espaço de dez centímetros e colocamos espreguiçadeiras. Assim o usuário podia se refrescar praticamente sentado sobre a água. A sensação é muito boa?, exemplifica.